Espaços urbanos

Espaços urbanos
Para não esquecer o 1.º de maio e sua alusão ao trabalho - foto Robispierre Giuliani

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Cachoeira do Sul

   Um decreto estadual assinado no dia 29 de dezembro de 1944, sob n.º 720, denominou a cidade de Cachoeira como Cachoeira do Sul.
   O decreto disciplinava uma determinação do Presidente Getúlio Vargas de que nenhum município brasileiro poderia ter o mesmo nome de outro.

Postal do tempo em que nos chamávamos apenas Cachoeira
Postal de quando já éramos Cachoeira do Sul
   Para definição do novo nome foi criada uma comissão de estudos, integrada dentre outros pelo Dr. João Minssen, que acolheu várias sugestões, sendo Itapeva e Itaipava dois dos nomes indicados. A escolha, afinal, recaiu sobre acrescentar a expressão "do Sul" ao nome Cachoeira, prática que aliás se tornou comum para outros municípios, como Santa Cruz do Sul, Caçapava do Sul e tantos mais.
   Cachoeira tinha como homônima uma cidade no Estado da Bahia, mais antiga do que a nossa, critério que lhe deu o direito de conservar o nome original.

(Postais da fototeca do Museu Municipal)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Ecos da inauguração do Teatro Municipal...

            A Intendência Municipal convidou através dos jornais O Comércio e O Governo, respectivamente dirigidos por Henrique Möller Filho e Irineu Ilha, toda a população e autoridades para se fazerem presentes aos atos de inauguração do Teatro Municipal, no dia 25 de dezembro de 1900, a partir das 18h30 da tarde.            
      Na hora marcada, houve apresentação da Banda Musical Estrela Cachoeirense, espetáculo pelo qual a Intendência Municipal pagou 60 mil réis. Às 19h, a Loja Maçônica Progresso Municipal promoveu uma sessão magna aberta à comunidade, sendo o convite também publicado no O Comércio, assinado por uma comissão composta dos maçons João Jorge Krieger, José Antonino Leitão, Amilcar Ferrari, Leopoldo Masson Sobrinho e Claudiano Moura.

      Da mesma forma o Presidente do Conselho Municipal convidava através das páginas daquele mesmo jornal a todos os conselheiros, e povo em geral, para a sessão extraordinária de inauguração, às 19h, no recinto do novo edifício.


      Muitas outras informações interessantes sobre o nosso Teatro Municipal constam da documentação preciosa do Arquivo Histórico, fonte destas notas. Constam na documentação recibos de pagamento do pessoal envolvido na construção, cujo contratante era Miguel da Cunha Paiva, editais de concorrência para exploração do Botequim do Teatro, sendo uma das propostas a de Ernesto Pertille, em 1901, solicitações diversas de uso do edifício para apresentações dramáticas beneficentes a obras da Igreja Matriz e do então projetado Hospital de Caridade, no ano de 1907, e muito mais.
      Preservar documentos é preservar a história. Ou melhor, é dar futuro ao passado.
 Fonte: Arquivo Histórico do Município       

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

25 de dezembro de 1900 - inauguração do Teatro Municipal da Cachoeira

       Há 111 anos, no Natal de 1900, Cachoeira inaugurava seu Teatro Municipal.
      Interessante ressaltar a importância dos teatros na vida cultural de Cachoeira – e de resto das grandes cidades brasileiras – e Cachoeira era uma delas naquele início do século XX, porque o Teatro Municipal era o segundo construído pelo povo cachoeirense. Do primeiro, inaugurado em 1830, pouca notícia se tem. A documentação administrativa do Município, resguardada e mantida pelo Arquivo Histórico, preserva a ata do dia da inauguração, 27 de abril de 1830, e traz referências ao “entremez” que foi levado à cena na noite em que o pano do palco abriu-se pela primeira vez. Sabe-se que o prédio que abrigou esse pequeno teatro permaneceu ao lado da Prefeitura, onde hoje se localizam os jardins do Paço, até o final do século XIX.
Primeiro teatro - ao lado da Intendência

      O Teatro Municipal, construído através da venda de apólices resgatáveis emitidas pela Intendência Municipal, teve como programa inaugural atividade organizada pela maçonaria, com solenidade aberta e dedicada principalmente às crianças, incluindo celebração de batizados maçônicos.

Prédio imponente, construído com esmero e detalhes arquitetônicos inspirados na cultura greco-romana, não se destinava apenas às apresentações dramáticas e, para promover seus espetáculos, muitas vezes se servia da passagem de grandes companhias de teatro vindas de Buenos Aires e outras capitais pelas estradas de ferro, posto ser então Cachoeira uma das estações da linha Porto Alegre – Uruguaiana. Sua construção também objetivava atender às necessidades culturais do povo, servindo suas instalações para reuniões diversas, salão de festas e para bailes.
Segundo Teatro, o Municipal, inaugurado no Natal de 1900
Também serviram as dependências do Teatro Municipal para as apresentações dos cinematógrafos, espécie de precursores do cinema, grande febre da aurora do século XX.
       Mas a vida do nosso Municipal estava fadada a ser breve. Já em 1902 a imprensa registrava rumores sobre a solidez do prédio. Em 1913, a municipalidade transferiu-o para o Estado que nele instalou, em 1915, o Colégio Elementar e o Fórum. Para as adaptações necessárias, foram demolidos os camarotes e o palco. Paredes foram erguidas em seu interior para acomodá-lo ao seu derradeiro destino.
Alunos defronte o Colégio Elementar - antigo Teatro
      Na década de 1960, o velho prédio do Teatro Municipal, extinto em suas funções originais e já bastante descaracterizado, foi posto ao chão. No seu lugar foi sendo construído aos poucos um prédio em estilo moderno, bem ao gosto da época, para abrigar a Escola Antônio Vicente da Fontoura.
Escola Antônio Vicente da Fontoura
      A mão do homem apagou da paisagem urbana os nossos dois teatros, tirando de Cachoeira do Sul a primazia da construção desse tipo de espaço no Rio Grande do Sul, posto desde então ocupado por Pelotas com o seu Sete de Abril, inaugurado em 1831.
Fotos: fototeca do Museu Municipal.     
      

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Dezembro...

Em dezembro Quem é Deus nasce
E o homem neste mês é um soldado
soturno sob o sol  O solista solene
entoa um Te Deum  Os meninos de
rua solfejam soluços  O mundo é um
solitário ansiando abraços solidários

Célia Maria Maciel in Campos de arroz maduro, 1995.

domingo, 18 de dezembro de 2011

"Alegria, alegria", chegou o Caderno de História n.º 7: Fritz Strohschoen!

                No dia 15 de dezembro de 2011, 152.º de elevação de Cachoeira à categoria de Cidade, o Arquivo Histórico e o Museu Municipal de Cachoeira do Sul lançaram o sétimo volume da série Cadernos de História, tendo como tema a vida do professor, advogado, contabilista e historiador Fritz Strohschoen.

                Natural de Cachoeira do Sul, nascido na Rua 7 de Setembro no dia 8 de maio de 1920, Fritz Strohschoen era filho de Ernesto Oscar e Ella Eva. Tinha quatro irmãos: Dagmar, Isolde, Oscar e Lia.
                Fez seus primeiros estudos no Colégio Alemão-Brasileiro, hoje Sinodal Barão do Rio Branco, e depois no Colégio Roque Gonzales, hoje Marista Roque. Depois se transferiu para Porto Alegre, ingressando no Colégio Rosário. Voltou da capital com os diplomas de contador e bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
                Em sua cidade natal, trabalhou em empresa familiar, foi professor, contabilista e advogado. Ficou muito conhecido pelo ofício de historiador, tendo sido um dos mais respeitados pesquisadores da nossa história, hobby que adquiriu quando, na condição de vereador e eventualmente substituto do Prefeito, teve acesso à farta e preciosa documentação da antiga Câmara Municipal. Por suas mãos passaram os mais importantes registros históricos. Detentor de vasto conhecimento, sugeriu denominações patronímicas de ruas e auxiliou o Museu Municipal e o Arquivo Histórico em seus ofícios de levantamento e preservação da história de Cachoeira do Sul.
                Recebeu muitas homenagens em vida pela sua atuação profissional e comunitária.
                Dr. Fritz Strohschoen, casado com Olga Stallbaum, teve os filhos Marly, Mário, Mirna, Milda, Mayra e Lori.
Dr. Fritz e sua Olguinha na casa da Rua D. Pedro II

                Faleceu no dia 14 de janeiro de 2011, comovendo a sua amada Cachoeira do Sul.
                O Caderno de História sobre Fritz Strohschoen está disponível para consulta na Biblioteca Pública, Arquivo Histórico e Museu Municipal, onde também há uma exposição sobre sua vida e obra.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Parque Municipal da Cultura - 25 anos

           As comemorações dos 25 anos do Parque Municipal da Cultura neste 13 de dezembro foram exitosas. Convidados, ex-funcionários, autoridades e crianças, muitas crianças, até de outras cidades, abrilhantaram a manhã desta terça-feira e não se intimidaram com a chuva que ameaçou cair... A Banda do 3º  BECmb com seus dobrados, a bela voz de Lair Vidal, Jader Surceda e Marcelo Leite entoando nosso hino, Meu Pago, e Terra Planeta Água foram momentos de emoção. Muita pipoca, minibolos e a alegria das equipes do Museu Municipal e do Jardim Botânico e Zoológico deram a tônica para relembrarmos a história deste espaço que é quase uma unanimidade entre os visitantes de nossa cidade.


            O Parque Municipal da Cultura é um desses espaços únicos, privilégio de raríssimas cidades, especialmente por reunir instituições culturais que, apesar de diferentes, se complementam pelo ambiente comum que ocupam. O Museu Municipal encontra moldura perfeita no Jardim Botânico e Zoológico Municipal e este, por sua vez, ganha grandeza ao dividir espaço com a história.


            Impossível deixar de citar nomes fundamentais no processo de criação e instalação do Parque Municipal da Cultura: Dr. Ivo Renê Pinto Garske e Dr. Nelson Schirmer, prefeito e vice-prefeito que adquiriram a área de 12.591 m2, professoras Marisa Timm Sari, então Secretária Municipal de Educação e Cultura, e Lya Wilhelm, primeira diretora do local, profissionais que tomaram para si o compromisso de conjugar natureza e história no mesmo ambiente e projetar seu futuro.

            Parabéns a todos que ajudaram a construir e consolidar esta instituição: servidores e diretores, colaboradores e amigos. Parabéns, Parque Municipal da Cultura pela proposta cultural de utilizar-se de suas riquezas para promover educação patrimonial e ambiental.
Fotos: Robispierre Giuliani

           


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Brasão do Município de Cachoeira do Sul

                No dia 10 de dezembro de 1959 foi instituído, pela Lei Municipal n.º 809, depois alterada pela Lei n.º 2035, de 5 de dezembro de 1984, o Brasão do Município de Cachoeira do Sul que, juntamente com o hino e a bandeira, são os símbolos oficiais.
                Em setembro de 1959 foi formada uma comissão julgadora do concurso para criação do brasão. Era integrada pelo Dr. João Minssen (presidente), Prefeito Arnoldo Fürstenau, Tenente Coronel Mário Fernandes, Tenente Coronel Bóris Bromirsky e o jornalista Paulo Salzano Vieira da Cunha. O projeto vencedor foi do Tenente Geraldo da Silva Chaves, estudioso de heráldica.

                O Brasão do Município de Cachoeira do Sul consta de um escudo encimado por coroa de três torres, símbolo da elevação à categoria de cidade; de um bordão verde que forma uma orla à volta do escudo, representando a principal atividade do Município, a agricultura; no alto do bordão verde há estrelas prateadas, representando os distritos agrícolas. O escudo está dividido em duas meias partes por uma barra dourada em diagonal direita; à esquerda, contrabanda superior em fundo azul, representando a formação católica e a tranquilidade social do Município, aparecendo ainda neste espaço desenhos estilizados representativos da Igreja Matriz, ponte e queda d’água do Passo do Fandango, origem do nome de Cachoeira. Na contrabanda direita, a cor vermelha simboliza as lutas pela fixação das fronteiras; sobre o fundo carmim aparecem estilizações de uma roda dentada, em dourado, representando a indústria de máquinas agrícolas; um arado, também dourado, símbolo da agricultura primitiva dos tempos coloniais e uma cabeça de boi a representar a riqueza e o progresso da pecuária cachoeirense. O escudo é ladeado por cachos de arroz e trigo, dourados, à direita e à esquerda, simbolizando as principais culturas do Município. Ao pé do escudo, um dístico azul, em faixa branca, com o nome da cidade e a data da sua emancipação política e administrativa: 5 de agosto de 1820..
Fonte: Símbolos de Cachoeira do Sul - 5 de agosto de 1820, Gráfica Jacuí, 1986, publicação do Museu Municipal.
               

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ponte de Pedra para o futuro

            O sentimento que tomou conta de todos nós cachoeirenses, na última quarta-feira, dia 7 de dezembro, é de júbilo e alegria: a Ponte de Pedra, monumento da nossa importância histórica, está estável! Segundo o líder do fabuloso Grupo de Recuperação da Ponte de Pedra, arquiteto Osni Schroeder, “ela aguentará mais 200 anos!”
            As pessoas que compareceram à solenidade de entrega das obras da primeira etapa da recuperação da Ponte de Pedra, organizada pelo 3º BECmb, sob o comando do Tenente Coronel Marcus Vinícius Fontoura de Melo, saíram de lá com uma certeza: a força da comunidade é um tesouro e a sua união é capaz de vencer grandes obstáculos. E os jovens soldados comandados pelo hábil Sargento Vanderlei Rauber certamente jamais esquecerão as ações que protagonizaram para que a velha Ponte de Pedra não ruísse. Cada pedra que carregaram sedimentou um conceito que talvez não tivesse ainda sido despertado em suas vidas: o da importância dos patrimônios históricos.

            A recuperação da Ponte de Pedra é o marco de uma nova era que se inicia e dá esperança de que a nossa memória e os monumentos do passado podem, sim, ocupar seu legítimo espaço no presente e garantir sua presença no futuro.
Fotos: Péricles Thiele

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

8 de dezembro - Dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do Município

        D. João IV, Rei de Portugal, declarou, no ano de 1646, Nossa Senhora da Conceição como padroeira de seu reino, tornando o seu culto permanente.
       O dogma da Imaculada Conceição foi definido pelo Papa Pio IX em 8 de dezembro de 1854 pela bula Ineffabilis. Pelo dogma, foi consolidada formalmente a pureza da mãe de Jesus e a sua concepção sem pecado.
No Brasil é tradição montar a árvore de Natal e enfeitar a casa no dia 8 de dezembro. Em Cachoeira do Sul, Nossa Senhora da Conceição é padroeira do Município (o que remete às suas origens portuguesas), motivo do feriado municipal de 8 de dezembro, sendo por isto o primeiro dia de atividades da Semana de Cachoeira.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

2 de dezembro de 2011 - 65.º aniversário da Biblioteca Pública Municipal

         A Biblioteca Pública Municipal “Dr. João Minssen” foi criada pelo Decreto-Lei nº 59, em 2 de dezembro de 1946, sendo registrada no então Instituto Nacional do Livro com o número 125. A inauguração se deu em 8 de março de 1947.
         O acervo bibliográfico inicial foi formado por obras adquiridas por um grupo de rotarianos, com o apoio do então Prefeito Municipal Cyro da Cunha Carlos. O primeiro diretor foi o Dr. João Minssen, que se tornou o patrono da instituição em outubro de 1968.
Casa de Cultura - sede atual da Biblioteca Pública
e de 1960 a 1969 - foto Jorge Ritter
          Durante sua história de 65 anos, a Biblioteca ocupou vários endereços: Rua 7 de Setembro esquina Major Ouriques, onde atualmente está a agência do Bradesco, de 1946 a 1960; Rua 7 de Setembro, 1121, atual Casa de Cultura, de 1960 a fevereiro de 1969; Rua Moron, 1352, de março de 1969 a 1981, e provisoriamente em dependências cedidas pela Caixa Econômica Estadual, na Rua 7 de Setembro, atual Casa do Trabalhador, no ano de 1982, enquanto a sede da Rua Moron passava por reformas. Naquele mesmo ano, retornou ao endereço da Rua Moron esquina General Portinho, de onde saiu em 1998, retornando para o antigo endereço da Rua 7 de Setembro, 1121, Casa de Cultura Paulo Salzano Vieira da Cunha.
1.ª sede - Rua 7 de Setembro com Major Ouriques - 1946-1960
Sede da Rua Moron com General Portinho - 1969-1981

         A Biblioteca Pública Municipal oferece, além de opções variadas de leitura e consulta, incluindo acesso à Internet, vários projetos de incentivo à prática da leitura, momentos culturais, oficinas literárias, oficina de teatro e realiza anualmente a Feira do Livro de Cachoeira do Sul.
         A Biblioteca Pública Municipal “Dr. João Minssen” está vinculada ao Núcleo Municipal da Cultura e é dirigida atualmente pela Profª Jussara Bohrer Ortiz, profissional experiente pelos vários anos de atuação no setor.
          Vida longa, Biblioteca Pública! Que sigas em teu trabalho de divulgação e fomento da leitura, ilustrando as gerações!